Uma das minhas partes favoritas dos eventos é, sem dúvidas, a apresentação de posters. Faz anos que não apresento, os poucos e últimos eventos que fui participei das apresentações orais. Mas sinto saudade por diversos motivos:
- Está disponível para todos no evento poder dar uma olhada. Em apresentação oral dividida por sala se perde muita coisa.
- Pode-se ler o título e passar os olhos no poster para ver se acha interessante despretensiosamente, podendo apenas continuar andando caso não chame a atenção.
- A conversa é mais informal, é muito mais fácil criticar, elogiar, trocar informações. - burocracia + humanidade!
- Uma ótima chance dos graduandos iniciantes poderem apresentar no que vem trabalhando e se acostumar a esse tipo de ambiente.
Alem de tudo já citado, podemos ter, na apresentação de posters, uma ideia de como uma faculdade, ou comunidade, vem trabalhando um tema. Orientandos e orientadores escrevendo sobre suas ideias e pesquisas... tudo isso em primeira mão!
Nesse evento que venho narrando, tivemos dois corredores para a amostra. Esses eram em prédios diferentes, mas bem próximos. Dentro da agenda do evento estava reservado das 14h até as 15h:30 para a apresentação. Por experiência, provavelmente não conseguiria ver todos nesse tempo. Chegando perto das 13h:30 já me dirigi ao primeiro corredor e fazendo registros fotográficos daqueles posters que mais me chamaram a atenção. Pois bem, vamos a eles:
Esse primeiro poster, um dos primeiros do corredor, me chamou a atenção pois ele, de cara, consegue resolver um dos problemas que constantemente aparece nas aulas de TIC na nossa Licenciatura em Física: diversos apps que possuímos para celular e podemos usar na coleta de dados não se comunicam com o computador para análise e registro posterior. Nesse trabalho, o app que coleta dados do acelerômetro tem uma opção para se comunicar com o pc. O software Physics Toolbox Accelerometer exporta os dados coletados em forma de tabela que podem ser usados, posteriormente, para fazer gráficos e outros. Como mais podemos usar um acelerômetro?
Conhecimento Físico na educação infantil a partir de desenhos animados. Por que não pensei nisso antes?
É verdade que todo o bom pai conhece diversos desenhos educativos para seus filhos. Para os que não conhecem existem canais especializados nisso. A questão é: o que fica com as crianças depois do desenho? Elas absorvem conceitos, metodologias? Constroem conhecimento?
"Kika de onde vem?" " Doki Descobre" "Sid o Cientista" são os desenhos citados. Claro que não são os únicos, sendo um outro bom exemplo "O Show da Luna", mas foram escolhidos episódios que abordavam conceitos específicos da Física.
Nada melhor do que juntar conhecimento com lazer. Vamos nos divertir aprendendo?
Pena que a foto saiu um pouco tremida. Mas porque esse tema está aqui?
Já vinhamos discutindo esse tema no grupo Novos Talentos, uma oficina de hidrostática utilizando o simulador que consta no poster. O interessante que eu vim a descobrir no evento é que é um simulador bem conhecido, com diversas atividades e propostas baseadas nele, sendo usado e analisado por todos os níveis da educação.
Um tema que enriqueceria nossa proposta como grupo, tanto no médio quanto no fundamental, mas que não precisaria ser concebida do zero. Podemos nos integrar com outros grupos, evitando erros e repetindo acertos. Sim ao network!
Esse é apenas um recorte e, infelizmente a foto saiu bem tremida. Mas uma coisa no texto mexeu muito comigo.
Reconheço não estar familiarizado com o conceito de estruturas de representações e mapas perceptuais.
Contudo, o que eu achei mais interessante é que os mapas feitos pelos pós-graduandos fazer parte do "universo retificado" e, quanto mais parecido com eles, mais se aproximam do universo dos especialistas e mais se distanciam do senso comum.
Eu, particularmente achei muito curioso a proposta do trabalho. Primeiro porque considera os testes dos pós-graduando aproximado dos especialistas, sendo que outras pesquisas mostram que professores universitários seguidamente não entram em consenso sobre conceitos básicos da Física. Segundo por comparar a fala de estudantes da educação básica com acadêmicos da pós-graduação, considerando que a fala ainda vai se transformar muito e, só por ser diferente, não reflete o quanto do senso comum ela representa.
Bom, está aberto a discussão.

Gente, olha que lindo esse título e essas fotos... NO MESMO POSTER!
Tive a chance de conversar bastante com as colegas que participaram tanto na organização quanto como ouvintes.
Segundo elas, os professores da região, que até pouco tempo não possuía universidade alguma, clamavam por uma chance como essa. A universidade propõe, e com qualidade, essa possibilidade dos professores se encontrarem e discutirem as suas necessidades. Os temas geralmente eram escolhidos pelos mesmos e, em diversas ocasiões, professores de outras regiões eram convidados a palestrar.
Me chamou muito atenção pois já participei de tentativas semelhantes mas que, de alguma maneira, não trouxe resultados esperados. Espero, um dia, participar de uma proposta com mesmo tema e tão bem sucedida como essa.
Gente, esse poster foi tão rico, com uma conversa tão produtiva e promissora que merecia uma postagem só dele. Videos de experimentos é tudo de bom por diversos e inumeráveis motivos. Joga no google: cref/n31_decarli Essa aliança parece dar certo por vários motivos. Ela ajuda o Tracker a sair um pouco da área da cinemática e ajuda a ter uma coleta de dados mais rápida e precisa para experimentos modernos.
O Arduíno também apareceu nessa categoria e vou falar dele mais tarde.
Para mim, um dos posters mais encantadores e surpreendentes. Bolsistas de iniciação científica da PUCRS, na área da Física licenciatura, trabalhando com Análise Textual Discursiva.
O trabalho traz um pouco a tona a má pratica de alguns pesquisadores de alegar usar a ATD em suas pesquisas, artigos e teses, apenas para fugir de uma técnica qualitativa mais rígida, contudo sem usa-la com a devida apropriação, chegando a resultados "fracos"
Ainda pretendo avançar muito essa área e é bom saber que tem gente vigiando.
Como é comum, muitas pessoas se aproximam do curso de Física por uma certa paixão pela astronomia. Alguns, que tiveram a chance de ter um telescópio ou, por outros motivos, são simpatizantes da astronomia observacional chegam ao curso querendo manter uma proposta nessa linha desde o começo. Porque estou dizendo isso?
Conversando com o colega que apresentou esse poster e perguntando para ele que tipo de atividades didáticas poderíamos fazer utilizando telescópios e lunetas ele simplesmente respondeu "não sei".
Propostas envolvendo conhecimentos da astronomia são diversas. Propostas envolvendo observação não são tão comuns.
Me sinto desafiado a entrar nesse desafio, mas por uma outra porta... onde o "como estamos vendo?" e o "mas porque estamos vendo?" ganham um foco a mais...
Aqui está outro exemplo de laboratório de Física "moderna" aliado as TIC.
Nessa proposta o Arduíno é utilizado para coletar dados, através de um sensor, da intensidade de um laser.
Uma proposta riquíssima, onde envolve programação, aquisição automática de dados, funcionamento de sensores e, pasmem, conceitos físicos.
Segundo a autora, além de coletar dados, a proposta é fazer com que o Arduíno seja capaz de controlar o angulo que é comparado com a coleta de dados. Ou seja, um experimento automatizado.
Não se trata mais de apenas realizar o experimento, estamos em um nível de discussão diferente. A discussão começa a ser realmente moderna onde o ser humano apenas programa a máquina que faz o experimento e coleta os dados.
Trabalho interessante. Me chamou a atenção pela metodologia utilizada: Pré-teste e pós-teste. E olhem os resultados!
O tema, recursos de informática na aprendizagem de Física, é bem amplo e segue por discussões vem variadas. Existe uma gama variada de referenciais quando se quer falar de educação relacionada as tecnologias. São trabalhos como esse que me lembram o quanto a discussão de um mesmo tema pode ser amplo.
Incentivando o interesse de meninas na Ciência por meio da Astronomia e da Física.
Mulheres não gostam de física? Porque?
Porque algumas turmas de engenharia química possuem mais mulheres do que homens? Porque na licenciatura tende a ter mais mulheres do que no bacharelado? Mulheres não gostam de exatas? Mulheres tem mais dificuldades com exatas? Mulheres precisam de um incentivo extra? O problema é o ambiente dentro do curso? É a visão que a sociedade tem com o formado na área?
Bom, vou ocultar minha opinião sobre essas perguntas, mas acho que podemos ter uma ideia de onde quero chegar...












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