segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Uma pequena viajem com muitas reflexões. Comentando o EEEFís VI. Parte 2 - Minicurso sobre realidade aumentada

Nesse espaço comentarei sobre os dois minicursos que participei: Aplicações da realidade aumentada no ensino de Física
Começando pelo primeiro, de 6 horas, que aconteceu durante as manhas dos 3 dias.
Realidade aumentada. Alguns ainda nem conhecem esse termo. Ele já é comentado e demonstrado na ficção científica já alguns anos (Aqui você pode ver alguns dos filmes que utilizam esse conceito em suas tramas). Diversas propostas de realidade aumentada vão aparecendo ao longo do século XXI, ganhando um forte incentivo com a tecnologia presente nos tablets e smartphones. O revolucionário  e futurista Google Glass nos promete algo que até então parecia um sonho. Mais tarde, já em um cenário muito mais específico, o jogo Night Terrors mostra em seu trailer uma proposta de realidade aumentada que chega a assustar (literalmente). Por ultimo, nesse mês que passou, a revelação do jogo Pokémon Go promete usar a realidade aumentada para realizar o sonho de muitos marmanjos que sonhavam em ser um mestre pokemon.
Google Glass para iniciantes
Trailer do jogo Night Terrors
Trailer do jogo Pokémon Go

Vamos deixar claro que essas aparições são apenas a ponta do iceberg, recortes da cultura pop. A realidade aumentada está sendo usada em diversas áreas já a alguns anos. A modelagem 3D, arquitetura em especial, a vários anos mostra nossas casas em modelos 3D totalmente digitais e interativos. Nesse momento que veio a pergunta: Por onde anda o ensino no meio desses avanços? 

O minicurso, humilde e bem focado em sua proposta, nos traz dois softwares que seriam apresentados e trabalhados: Layar e Flaras.

Com propostas muito diferentes, o minicursos se focou em apresentar os dois softwares, propor algumas atividades para a apropriação mínima e discussão final sobre o tema. 

Começando pelo Layar então, o software foi desenvolvido com um forte conceito de propaganda. Basicamente, para o usuário, tudo que você tem que fazer é instalar o app em seu celular, apontar para um material preparado (que pode ser foto, codes, paginas de revista, paisagens e etc) e pronto. O que o software faz é mostrar aquele ponto da realidade captado pela câmera com um "layer" digital por cima onde o autor pode colocar diversos links, fotos, videos e até apps. 
Realmente, o layar me encantou bastante e me provocou de instantâneo. Contudo, a parte ruim é que, para cada "página" ou "foto" que se queira deixar online é preciso pagar 3 euros por mês. Isso mesmo, esqueça a proposta de digitalizar diversas áreas da escola ou diversas páginas de um livro. 

Quanto ao Flaras, estamos falando de utilizar um notebook ou desktop com webcam para interagir com objetos 3D. Quando a câmera encontra um marcador (ima figura impressa em papel) o objeto sai do papel e, olhando pelo computador, é possível ver o objeto (ou imagem 2D) no mesmo plano que você. Parece legal, parece supimpa. O problema é a dificuldade de achar boas imagens 3D alem do fato de exigir do professor um pouco mais de paciência. Em especial não me agradou muito. Interação baixa e pouca revolução para muito trabalho. Contudo, existe claramente muito espaço para evoluir.

Como conclusão desse minicurso duas coisas se tornaram evidentes: Se o layar fosse mais barato ou se encontre outros softwares com propriedade semelhante abriria espaço para diversas aplicações realmente inovadoras, desafiadoras e interativas. Quanto ao Flaras, um banco de dados com aulas já prontas e animações previamente selecionadas ajudaria bastante (apesar do google manter um site, com o nome de armazém 3D em portugues com diversas animações, muitas não são compatíveis).

De mais, existem outros sites e recursos não abordados no minicurso que poderiam servir para práticas interativas. Aqui recomendo um. 

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