segunda-feira, 20 de maio de 2013



Primeiro método: Uma base forte resultará numa eficiência melhor em aula.

A primeira idéia que surge para encaixar mais conteúdo em um espaço que mal consegue passar todo o antigo conteúdo para o estudante é fazer uma seleção mais rigorosa dos assuntos, podando aqueles considerados muito superficiais e focando-se nas novas tecnologias e novas descobertas. Porem essa é, para mim, a idéia mais desesperada que poderíamos ter, portanto o ultimo plano para caso de necessidade.
 Iniciarei com o que para mim seria o mais eficiente, contudo exigiria uma maior demanda de mudanças do sistema escolar em geral, assim como o dos estudantes e o da sociedade. Para esse parto de duas premissas principais:
·         Basicamente toda a física é construída a partir de conceitos básicos e, mais tarde na física moderna, destruição de vários desses mesmos conceitos.
·         Apesar da física, em seu formato matemático mais completo para o ensino médio, não ser uma disciplina acessível para alunos de ensino fundamental, os conceitos básicos, assim como matemática básica, são muito fracamente abordadas durante a pré-escola e ensino fundamental.
Partindo dessas duas premissas torna-se meio obvia minha proposta.  Acredito que a educação anterior ao ensino médio da muito pouco amparo para a disciplina de física. Logo, sobra para esta alicerçar os conceitos básicos, criar suas inter relações, fortalecer toda uma matemática básica de álgebra, geometria, leitura de tabelas, gráficos entre outros. Dessa maneira, a física e seus horários limitados não conseguem atingir todos os conteúdos do currículo clássico, muito menos inserir conteúdos de física moderna e contemporânea.
Para definir quais os conceitos são mais básicos que poderiam passar para as series anteriores ao ensino médio, assim como o método de ensino utilizado, seria necessário um maior estudo na área de minha parte. Contudo, pela proposta da atividade me arrisco a sugerir alguns.
·         Posição e distancias
·         Tempo
·         Referencial
·         Velocidade e aceleração
·         Massa e peso
·         Densidade
·         Volume
·         Temperatura
·         Pressão
·         Óptica de espelhos planos
·         Estados da matéria
·         Conceitos gerais de energia.
Acredito que esses conceitos exigem muito tempo para se construí-los na sala de aula do ensino médio, contudo são básicos e podem ser explorados por meio de brincadeiras e atividades diversas desde a pré-escola.
Outro grande problema de demorar tanto para abordar esses conceitos é o fato do estudante construir suas concepções alternativas sobre esses conceitos e, cada vez mais, ir alicerçando esse conhecimento em sua mente devido a não ter o incentivo para confrontá-los com o mundo físico.
A partir desses conceitos básicos bem alicerçados torna- muito mais simples abordar os temas clássicos da física e assim construir tanto a interdisciplinaridade tão desejada quanto a possibilidade de se estudar a FMC durante os anos letivos do ensino médio. Citarei um exemplo:
Se o aluno já entende o conceito de massa como uma propriedade de um objeto, que não é o peso medido pela balança, mas sim uma característica que cria uma resistência quando é tentado modificar o movimento de um corpo, ou seja, sua velocidade, assim como também essa ultima, se tornará muito mais simples explicar que a Força é uma grandeza que representa o esforço que deve ser feito para modificar a velocidade desse objeto de massa conhecida em um certo período de tempo.
A princípio posso não ter me expressado bem, mas acredito que se o aluno ainda não sabe com muita clareza a ideia que passa as palavras massa e velocidade, palavras como momento ou força serão apenas relações algébricas fazias, tirando delas todos os conceitos físicos tão importantes.
A partir desse momento, onde temos uma base forte, construir as idéias de “força e momento”, “trabalho, energia cinética e potencial”, óptica geométrica, “oscilação e ondas”, termostática e hidrostática demorariam cerca de 4 trimestres para serem trabalhados, deixando assim 2 trimestres entre o primeiro e o segundo ano do ensino médio para se trabalhar a destruição de alguns desses conceitos, como o de tempo e espaço absoluto, precisão nas medidas, energias quantizadas entre outros temas abordados sempre de maneira didática que traga o máximo o possível das tecnologias do dia a dia.
Para o terceiro ano sugiro uma abordagem completa de eletromagnetismo, porem com uma ampla abordagem experimental e teórica sobre materiais modernos como leds, semicondutores, supercondutores, sensores fotoelétricos, motores elétricos (ok,não tão moderno, mas uma das principais tecnologias que vieram com  a unificação das duas forças) entre outros.
Contudo ressalto que esse é o método mais complicado de se aplicar porque exige uma mudança forte em toda a educação em ciências da educação pré ensino médio onde exigira uma demanda de estudos envolvendo como deve ser aplicado quais desses conceitos em que anos e sobre quais metodologias. Alem disso tanto as mídias quanto os próprios pais dos alunos possuem uma responsabilidade importante de ajudar o filho compreender melhor esses objetos básicos para a construção do conhecimento em física. 

segunda-feira, 4 de março de 2013

Professores de ciências ou cientistas professores?


Encontramos em nossa realidade uma serie de problemas na área da educação. Problemas graves de gestão ,como estado de escolas e materiais, de identidade e valorização da educação na sociedade e problemas didáticos e pedagógicos envolvendo escola-professor-aluno.

Não há como colocar a culpa mais em um problema do que em outro, até porque alguns são derivados de outros, porem podemos escolher um dos tópicos para conversar melhor sobre: o professor de ciências.

As ciências que quero retratar possuem suas peculiaridades: são ensinadas juntas no ensino fundamental, são divididas em química  física e biologia nas ultimas series do fundamental e no primeiro ano do ensino médio e são compreendidas principalmente com a necessidade de experimentação e atividades praticas. Dito isso quero ressaltar que um professor de uma disciplina bem diferente como línguas, geografia ou matemática e não tenha competência na disciplina não conseguirá dar uma aula satisfatória de conteúdo, dificilmente será compreendido e, principalmente, não conseguirá cativar seus alunos para o conteúdo. 

Então eu estou dizendo que o professor de ciências é especial, diferente dos outros? Sim! Mas todos são... Não podemos esperar que um professor de biologia de uma aula satisfatória de história mesmo conhecendo os fatos, história é mais que fatos. Assim como não podemos esperar professores de matemática ensinando geografia ou letras. Podemos esperar sim professores trabalhando juntos para alcançar temas maiores, mais isso é uma outra história para um outro dia.

Mas a minha questão principal é a seguinte: O que esperamos de um professor? 
Me arrisco dizer que o professor deve ter o máximo de domínio possível de seu conteúdo, ter uma excelente didática em sala de aula, ser um profissional dedicado e em constante atualização e ser envolvido com a realidade escolar e social dos alunos.

Encontramos professores assim? Acredito que sim, mas são poucos. Um motivo plausível para isso é que se  o professor possui um bom domínio do conteúdo e é um bom profissional, ele vai ser convidado a participar de outras atividades fora de sala de aula que, no Brasil, são muito mais atrativas monetariamente e em condições de trabalho. Logo, perdemos candidatos a ótimos professores por motivos de desvalorização da educação por parte da sociedade e do próprio pais.

A segunda parte de ser um bom professor, a didática e a interação com a realidade sócio-cultural da escola exige um entusiasmo do professor. Encarar uma turma ou mais todos os dias e aplica diversas técnicas que as vezes são trabalhosas e exaustivas exigem o minimo de dedicação e amor pelo que se faz. Do mesmo jeito a interação com o aluno, com a escola e com a sociedade que vão, em vários casos, alem de profissional exigem empolgação com a pratica. Acredito que podemos resumir essas características em uma só: Vocação.

Obviamente gostaríamos de ter professores completos na sala de aula, mas como mal temos professores somos obrigados a pensar na profissão de maneira mais critica e até desesperada. O que queremos no professor, em especial de ciências, da sala de aula do ensino básico? Podemos dizer que queremos um professor com domínio do conteúdo e que é o minimo para o aluno aprender, contudo existem diversos casos de professores com vasta experiencia em suas áreas fora de escola se tornarem professores e virem a ser incompreendidos, e até odiados, por seus alunos por não saber se comunicar, não conseguir fazer o assunto ser atraente para a realidade do estudante o simplesmente não gostar do que está fazendo.

Agora você pode me dizer, então o importante é a vocação, o conteúdo pode ser adquirido diretamente do livro didático. E eu digo que essa ideia esta longe de estar totalmente correta. 
Professores mesmo que cativantes e interessados, quando não possuem um conhecimento minimo sobre o conteúdo, acabam por não conhecer ma melhor forma de ensina-lo, assim como cometem gafes e normalmente não conseguem suprir as duvidas extra livro que costumam aparecer, e muito, em aulas de ciências.  

Mas como estamos desesperados por professores e precisamos que os jovens da sociedade recebam uma alfabetização cientifica mínima somos obrigados a criar um modelo de professor que possua o minimo das duas características principais já discutidas. E aqui encaramos um problema.

Eu acredito que os conteúdos de ciências possam ser ensinados para qualquer aluno, independente das suas dificuldades com a disciplina. Logo acredito que o futuro professor possa dominar o minimo necessário para dar aula no  ensino básico com um curso rápido e direto. Porem é possível ensinar ao futuro professor a ter vocação e amor por sua futura profissão?

Acredito que até seja possível ensinar técnicas de aula e diferentes didáticas de ensino, mas se o professor não estiver realmente disposto a conhecer seu aluno e usar a técnica correta com muito carisma e motivação ele não é nada alem do que o exemplo do primeiro professor que domina o conteúdo e não consegue transmiti-lo aos seus ouvintes.

Em outro momento podemos discutir melhor como será essa educação do futuro professor dentro da minha visão, mas para o momento ressalto que a escola, a sociedade, a família e o governo oferecem diversos motivos para o potencialmente ótimo professor não queira seguir sua vocação, e acho que é aqui que pode começar a reviravolta da educação brasileira, na valorização do professor.